Coalizão pela Construção reúne 5 candidatos à presidência

Terça-Feira, 07 de Agosto de 2018

 Com a proximidade das eleições presidenciais, a participação das entidades da Construção no debate sobre o futuro do Brasil, propondo soluções viáveis e efetivas para reaquecer o setor e resgatar o desempenho das suas empresas, é essencial para o País. É o que defende a Coalizão pela Construção, que reuniu nesta segunda-feira (06/08), no auditório do Edifício Armando Monteiro Neto, em Brasília, os principais candidatos à Presidência da República, para o encontro O Futuro do Brasil na Visão dos Presidenciáveis 2018, com a presença de 340 participantes entre empresários e imprensa.

   

Foto:Guilherme Kardel

A Coalizão pela Construção, formada pela Anamaco e outras 25 entidades da indústria da construção, atua conjuntamente na defesa institucional da agenda estratégica da construção, estabelecendo diálogo com diversos atores em torno de temas de interesse comum para resgatar o desempenho das suas empresas.  

“Queremos saber o que o setor da construção pode contribuir para melhorar o País”, destacou o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e porta-voz da Coalização, José Carlos Martins, lembrando que o setor da construção ou é a locomotiva ou o freio da economia nacional.  Em 2017, por exemplo, o Produto Interno Bruto (PIB) do setor da construção (0,5%) acabou puxando o PIB nacional para baixo, mesmo após sua alta (1,0%), “o que demonstra a importância do setor para desenvolver o País”, enfatiza.

Martins mostrou que quando o governo cria programas de estímulo à construção, imediatamente o setor responde com a geração de empregos para a sociedade brasileira. Isso ocorreu com a Lei 10.931, de 2003 para 2004; com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), de 2006 para 2007, e com o Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV), em 2009, o que fez com que a construção civil alcançasse 3,09 milhões de empregos em 2014. “O Minha Casa Minha Vida gera 450 mil empregos diretos, além disso tem a capacidade de envolver empregos em outros 62 segmentos da economia”, destacou Martins, mostrando o impacto do setor da cadeia produtiva horizontal que tem uma grande capacidade de propagação.
 
O executivo também comentou a perda de 980 mil empregos diretos e indiretos, resultado da queda do investimento com a caderneta de poupança, que passou de R$ 113 bilhões (2014) para R$ 43,2 bilhões (2017). Martins destacou ainda que o investimento necessário para manter a infraestrutura existente é de 3,0% do PIB. “Para termos um crescimento de 4% da economia para atingir a qualidade de vida do leste europeu seria necessário investir 5% do PIB. No entanto, em 2017 tivermos apenas 1,4% do PIB. Ou seja, deixamos de criar 1,7 milhão de empregos diretos e 960 mil indiretos”, diz. Também citou o custo das obras paralisadas. Destacou que 0,65% do PIB Potencial foi perdido com as obras paralisadas. Ou seja, 42,4 bilhões por ano que poderia ter sido gerado de riqueza.

 
O QUE O SETOR PRECISA
“Não estamos pedindo absolutamente nada ao governo. O que precisamos é de segurança jurídica – que se aprove a Lei de Licenciamento ambiental; a Lei de Abuso do poder, a Lei de Licitações, os vetos do presidente Temer ao Projeto de Lei do senador Anastasia. O que tem inibido o investimento, o que poderia suprir a falta de investimento do setor público”, mencionou Martins.
   
Além disso, ressaltou que é preciso ter crédito, planejamento e estímulo ao capital privado. “Custa quase nada investir no setor da construção e o que ele resulta de emprego e bem estar social é imensurável, disse Martins, reforçando a importância de se investir no setor.

 

Minha Casa, Minha Vida é uma dívida que o País tem com os brasileiros, diz Marina Silva

                

Foto: Guilherme Kardel

 



Um programa de governo que contemple o amplo investimento na área de infraestrutura, com foco na eficiência dos gastos públicos, transparência e combate ao desperdício, foi anunciado na manhã desta segunda-feira (06/08) pela candidata Marina Silva (REDE) durante debate realizado pela Coalizão pela Construção, em Brasília – o primeiro evento público após a confirmação das candidaturas. Marina destacou a importância de programas como o Minha Casa, Minha Vida (MCMV), e disse que irá ampliar a proporção de investimento no setor de infraestrutura, passando dos atuais 2% do Produto Interno Bruto (PIB) para, pelo menos, 4% do PIB. “O Programa Minha Casa, Minha Vida é uma dívida do País aos brasileiros. Com ele, garantimos não só moradia, mas amparo emocional para a população menos assistida”, disse Marina.



No painel que contou com a participação do presidente da Anamaco, Cláudio Conz, a candidata da REDE falou sobre a importância do setor de construção para a sociedade, não só dentro do cenário macroeconômico, com a geração de empregos e a retomada dos investimentos no País, mas também na inclusão social e qualidade de vida dos brasileiros. “Aqueles que trabalham no setor da construção não são apenas construtores de pontes ou casas. Vocês conectam pessoas, integram negócios. Vejo a construção não só pelo olhar da engenharia, mas como parte dos sonhos das pessoas”.   



O licenciamento ambiental foi um dos temas mais abordados por Marina durante o debate. A candidata falou que, se eleita, irá reforçar os mecanismos de licenciamento ambiental para dar agilidade aos processos. Marina afirmou, ainda, que a universalização do saneamento básico será uma das principais medidas de seu governo. A proposta é aprimorar o marco legal existente e apoiar os municípios na elaboração de seus projetos.

 

Marina falou, ainda, sobre a necessidade de grandes reformas para equilibrar as contas públicas e retomar a confiança dos investimentos no País. A candidata destacou a Reforma da Previdência e disse que, se eleita, irá retomar o debate a respeito do tema, abrindo o debate com a sociedade e seu foco será no combate aos privilégios. Marina citou, ainda, a Reforma Tributária, como uma das medidas necessárias para a melhoria do ambiente de negócios. 


Para Alckmin, o estímulo à competitividade no setor privado vai destravar a economia do Brasil 

    

Foto: Guilherme Kardel



O candidato à presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, acredita que o setor da construção civil pode ajudar o Brasil a retomar a competitividade econômica. Ao discursar no evento Coalizão pela Construção O Futuro do Brasil na Visão dos Presidenciáveis 2018, na manhã desta segunda-feira (06/08), o tucano defendeu a garantia de condições jurídicas, de crédito e planejamento para dar tranquilidade ao investidor e retomar o crescimento do País, no segundo painel do evento, que contou comas presenças da vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Maria Elizabeth Cacho do Nascimento (Betinha) e do presidente da Comissão da Indústria Imobiliária (CII) da CBIC, Celso Petrucci.

Para Alckmin, o Brasil se tornou caro e pouco competitivo ao longo dos últimos anos. E a solução para reverter esta realidade é a abertura comercial e diminuição da interferência do governo na atuação empresarial. “Nossa ideia é desburocratizar, desregulamentar e estimular a atividade empreendedora para destravar a economia. Precisamos investir em moradia, saneamento básico e infraestrutura modal e, para isso, devemos usar o FGTS”, disse.


Caso seja eleito, o ex-governador de São Paulo quer realizar, ainda no primeiro ano de mandato, as reformas tributária, previdenciária, política e de Estado. “A nossa meta é zerar o déficit em menos de dois anos. Política fiscal boa não tem déficit e abre espaço para investimento, daí a necessidade das reformas”, defendeu. O candidato foi o segundo a discursar no evento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), logo após da Marina Silva, da REDE.

Alckmin propôs uma “parceria” com a coalizão do setor da construção civil, caso seja eleito em outubro de 2018. Ele acredita que investir em infraestrutura reduz custo brasil, melhora a vida da população e gera empregos. “Vocês conhecem o caminho e o setor pode ajudar muito o país a avançar. Então vamos estar permanentemente juntos para fazer o país crescer rapidamente. Temos que sair do marasmo e fazer um crescimento sustentável”, finalizou.

Segundo Álvaro Dias, não há solução para os problemas que afligem o Brasil no modelo em que o País se apresenta, de corrupção

    

Foto: Guilherme Kardel



O senador e ex-governador do Paraná, defendeu a necessidade de aprimorar o Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV) com previsão de creches e transportes públicos próximos às residências. No campo da infraestrutura, manifestou o desejo de recuperar a credibilidade junto ao setor privado para utilizar nas PPPs, concessões e privatizações os mecanismos de fomento que o país dispõe (Banco do Brasil, Caixa e BNDES).

Uma das bases de sua proposta é a da Reforma do Estado pois, segundo ele, não há recurso pra fomentar o desenvolvimento, como no setor da construção, responsável pela geração de empregos no País. 

Para Ciro Gomes, é possível diminuir despesa e aumentar a receita no Brasil com o setor da construção civil

      

Foto: Guilherme Kardel

O quarto político a apresentar as propostas no debate promovido pela Coalizão pela Construção, defendeu que o sacrifício fiscal em prol da retomada do crescimento econômico no Brasil seja feito nos primeiros seis meses de mandato. Segundo o candidato à presidência da República pelo PDT, o setor da construção civil tem um papel importante na reviravolta econômica do Brasil, uma vez que responde aos estímulos, cria emprego e gera renda de forma rápida a custos baixos. Além disso, defende investimentos imediatos nas áreas de  Defesa, Saúde, Agronegócio e no setor de Gás e Petróleo.

''Não existe crescimento econômico, nem criação de empregos, sem a construção civil'', afirma Henrique Meirelles



Foto: Guilherme Kardel

Em seu discurso, o candidato à presidência da República pelo MDB, garantiu que os investimentos em infraestrutura estarão no centro de sua atuação à frente do País. Aproveitou também, para citar uma de suas promessas de Governo - o ''Programa Brasil Integrado'', um amplo projeto de infraestrutura urbana, interurbana e de longa distância. De acordo com o candidato do MDB, ja foram traçadas estratégias de curto, médio e longo prazos, que passam pela retomada imediata de mais de 7 mil obras que estão paralisadas ou andando lentamente, com investimentos na ordem de R$80 bilhões, pela agilidade nas obras em andamento e aquelas com potencial para atração de recursos privados.

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